Aluísio Carvão
Aluísio Carvão (1920 – 2001)
Pintor, escultor, ilustrador, cenógrafo, ator e professor brasileiro, nascido em Belém do Pará em 24 de janeiro de 1920 e falecido em Poços de Caldas, Minas Gerais, em 15 de novembro de 2001.
Em 1952 ingressou no curso livre de pintura ministrado por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ, espaço de formação fundamental para a geração que renovaria a arte brasileira nas décadas seguintes. Entre 1953 e 1956 integrou o Grupo Frente e participou das principais mostras coletivas do concretismo brasileiro, entre as quais a I Exposição Nacional de Arte Concreta (1956/1957).
Em 1959 assinou, ao lado de Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e do poeta Reynaldo Jardim, o Manifesto Neoconcreto, redigido por Ferreira Gullar – documento que marca a separação entre os artistas do Rio e o grupo concreto paulista. Entre 1957 e 1959 lecionou no MAM/RJ, substituindo Ivan Serpa.
Em 1960 participou da exposição Konkrete Kunst, em Zurique, organizada por Max Bill, e da Exposição de Arte Neoconcreta em Munique. No mesmo ano recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna e ingressou como artista visitante na Hochschule für Gestaltung (HfG), em Ulm, Alemanha.
A poética de Carvão estrutura-se em torno da pesquisa do espaço cromático: a cor não é elemento decorativo, mas matéria que constrói plano, volume e tensão. Trabalhos como a série Cubocor (de meados dos anos 1960) sintetizam essa investigação, dando à cor estatuto físico próximo do objeto. Sua trajetória atravessa o concretismo e o neoconcretismo, e sua obra integra acervos como MAM/RJ, MAM/SP, MNBA e Itaú Cultural, entre outros.