Caciporé Torres
Caciporé Torres (1935 – )
Escultor brasileiro nascido em Araçatuba, São Paulo, em 1935 (algumas fontes registram 1932). Filho da pianista Violeta de Sá Coutinho Torres e do jornalista e advogado Paulo de Lamare Torres, recebeu dos pais um nome de origem guarani, escolhido em um dicionário tupi-guarani elaborado pelo padre peruano Antonio Ruiz de Montoya, num gesto de afirmação da brasilidade.
Em 1948, com 17 anos, expôs pela primeira vez no XII Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Em 1951 conquistou a Medalha de Ouro no I Salão Paulista de Arte Moderna e, na mesma ocasião, recebeu uma bolsa de estudos na Europa concedida pela I Bienal Internacional de São Paulo. Durante dois anos frequentou os ateliês dos escultores Marino Marini e Alexander Calder. Em 1954, estudou história da arte na Sorbonne, em Paris, mantendo ateliê próprio na cidade por cerca de quatro anos, período em que desenvolveu uma obra de caráter abstracionista.
De regresso ao Brasil, lecionou escultura na Fundação Armando Álvares Penteado – Faap (1961-1971) e, a partir de 1971, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Sua obra consolidou-se na construção de formas maciças, ora orgânicas ora geométricas, em aço, bronze e ferro, frequentemente com aparência industrial e referência direta ao corpo, à arquitetura e à paisagem.
É o escultor brasileiro com o maior número de obras instaladas em espaços públicos no país – cerca de oitenta esculturas espalhadas por praças, parques e instituições. Em 1970 foi eleito presidente da Associação Internacional de Artes Plásticas/Unesco. Em 1980 e 1982 recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Sua obra integra grandes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior.