O maior catálogo online de obras brasileiras

(11) 94504-2571
Galeria 22

Djanira Motta e Silva 

Djanira da Motta e Silva (1914 – 1979)

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora brasileira, nascida em Avaré, São Paulo, em 1914, e falecida em 1979. É uma das principais artistas da segunda geração modernista brasileira.

Nasceu em família muito humilde, descendente de austríacos pelo lado paterno e de indígenas pelo materno. Antes de se dedicar à arte trabalhou em lavoura de café, foi vendedora ambulante em São Paulo e administrou uma pensão no Rio de Janeiro que abrigava artistas, escritores e imigrantes – ambiente decisivo para sua formação. Começou a pintar como autodidata, recebendo orientação do pintor Milton Dacosta, hóspede da pensão. Em 1940 frequentou brevemente o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.

Em 1945 viajou para Nova York, onde teve contato direto com a obra de Pieter Bruegel e conviveu com artistas modernos como Fernand Léger, Joan Miró e Marc Chagall. Voltou ao Brasil em 1947 e firmou-se como uma das vozes mais fortes do modernismo brasileiro, num momento em que o diálogo com as vanguardas europeias deu lugar à investigação das experiências e dos repertórios locais.

Sua obra documenta o cotidiano popular brasileiro: o trabalho rural, as festas religiosas, as paisagens de roça e de morro, as comunidades afro-brasileiras e indígenas, os ofícios urbanos. As composições combinam figuras estilizadas, perspectivas planas e paleta saturada, com forte filiação à arte popular e à pintura de cenas e costumes.

Entre suas obras mais conhecidas estão o mural Candomblé (1957), pintado para a casa do escritor Jorge Amado; os azulejos da Capela de Santa Bárbara (1958), no Rio de Janeiro; e as ilustrações para Campo Geral (1964), de Guimarães Rosa. Em 1977 o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) realizou retrospectiva de sua carreira – a instituição abriga 813 obras suas. Em 2019, o Masp lhe dedicou ampla retrospectiva.

Carrinho