Oswaldo Goeldi
Oswaldo Goeldi (1895 – 1961)
Gravador, desenhista, ilustrador e professor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 31 de outubro de 1895 e falecido na mesma cidade em 16 de fevereiro de 1961. Filho do cientista suíço Emílio Augusto Goeldi, mudou-se com a família para Belém do Pará ainda com um ano de idade e, em 1905, para Berna, na Suíça.
Aos 20 anos ingressou no curso de engenharia da Escola Politécnica de Zurique, mas não o concluiu. Em 1917 matriculou-se na École des Arts et Métiers, em Genebra, e, achando-a demasiado acadêmica, passou a frequentar o ateliê dos artistas Serge Pahnke e Henri van Muyden. No mesmo ano realizou sua primeira individual na Galeria Wyss, em Berna, onde conheceu a obra de Alfred Kubin – referência decisiva para sua poética sombria.
Em 1919 retornou ao Rio de Janeiro e começou a trabalhar como ilustrador nas revistas Para Todos, Leitura para Todos e Ilustração Brasileira. Em 1923 foi iniciado na técnica da xilogravura por Ricardo Bampi e, a partir de então, fez da gravura o centro de sua linguagem.
Na década de 1930 lançou o álbum 10 Gravuras em Madeira de Oswaldo Goeldi, com texto de apresentação de Manuel Bandeira, e ilustrou Cobra Norato, de Raul Bopp, marco de suas primeiras xilogravuras coloridas. Em 1950 expôs na 25ª Bienal de Veneza e, em 1951, recebeu o Prêmio de Gravura da 1ª Bienal Internacional de São Paulo.
Em 1952 começou a lecionar na Escolinha de Arte do Brasil e, em 1955, tornou-se professor da Escola Nacional de Belas Artes (Enba) do Rio de Janeiro, onde fundou uma oficina de xilogravura. Em 1956 o MAM/RJ realizou sua primeira retrospectiva, sua mais importante exposição em vida. Aplicando técnicas como xilogravura e litografia, Goeldi alcança expressividade sombria com temas mórbidos, sob forte influência do expressionismo alemão, e é referência incontornável da gravura no Brasil.