Sérgio Ferro
Sérgio Ferro (1938 – )
Pintor, desenhista, arquiteto, teórico e professor brasileiro, nascido Sérgio Ferro Pereira em Curitiba, Paraná, em 1938.
Formou-se arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) em 1962. Logo após a graduação foi convidado pelo professor João Batista Vilanova Artigas para integrar o corpo docente da FAU como assistente de ensino no curso de História da Arte.
Na década de 1960 fundou, com Rodrigo Lefèvre e Flávio Império, o grupo Arquitetura Nova, que propôs entender a prática da arquitetura como uma cadeia produtiva, discutindo o papel social do arquiteto, as relações de trabalho no canteiro de obras e políticas de habitação social fundadas na poética da economia. Atuou como professor da Escola de Formação Superior de Desenho (1962-1968), da FAU/USP (1962-1970) e da Universidade de Brasília (1969-1970).
Perseguido pela ditadura militar, exilou-se na França em 1972. De 1972 a 2003 dedicou-se à pintura e à carreira docente, lecionando na École Nationale Supérieure d’Architecture de Grenoble e fundando, em 1982, o laboratório Dessin/Chantier, que dirigiu até 1997. Em 1987 recebeu o prêmio de melhor pintor da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Sua pintura figurativa inspira-se sobretudo em figuras presentes nos desenhos e obras de Michelangelo, com forte sentido dramático e político. Realizou murais para diversas instituições, entre eles o Memorial da América Latina (1990) e o Memorial de Curitiba (1996 e 2002). Publicou livros centrais para o pensamento crítico arquitetônico, como O Canteiro e o Desenho (1979) e Michel-Ange, Architecte et Sculpteur (1998). Em 2025, o MAC/USP apresentou ampla mostra dedicada à sua obra.