Sônia Menna Barreto
Sônia Menna Barreto (1953 – )
Pintora brasileira nascida em São Paulo em 5 de novembro de 1953, considerada uma das principais hiperrealistas do país.
Em 1960 cursou pintura no ateliê de Waldemar da Costa, formação inicial decisiva para a sua relação com a tradição figurativa. Suas primeiras exposições datam de 1974. Em 1982 passou a estudar no ateliê de Luís Portinari, momento em que sua linguagem se aproximou do surrealismo. Após o contato com a obra de Max Ernst, Giorgio De Chirico, René Magritte e Paul Delvaux, fixou-se na vertente surrealista, desenvolvendo, sem orientação direta de professores, um universo intimista, narrativo e técnico altamente apurado.
Sua técnica tem origem na pintura flamenga do século XV, com camadas finas, veladuras sucessivas e brilhos minuciosos, mesclando hiperrealismo a detalhes da pintura francesa de trompe-l’œil. Desde 1984 sua produção reflete a essência do homo ludens – o homem que brinca: o universo criativo explora mundos e personagens que habitam o imaginário de pessoas de todas as idades, com fantasias, bonecos, máscaras, bichos imaginários e cenários teatrais.
Em 1991, após participação em mostra de gravura em Nova York, passou a produzir serigrafias, com uma exposição itinerante por doze cidades. Em uma cerimônia realizada no Palácio de Buckingham, sua obra Leonard Cheshire foi apresentada à Rainha Elizabeth II e incorporada à Royal Collection da família real britânica – feito que a tornou a primeira artista brasileira presente nesse acervo.
Sua obra integra coleções públicas e privadas em diversos países, e a artista é referência para o hiperrealismo e o surrealismo brasileiros contemporâneos.