Yoshyia Takaoka
Yoshiya Takaoka (1909 – 1978)
Pintor, desenhista e professor nipo-brasileiro, nascido em Tóquio em 11 de junho de 1909, e falecido em São Paulo em 11 de agosto de 1978.
Em Tóquio estudou com Shin Kurihara. Em 1925 chegou ao Brasil e viveu inicialmente em Cafelândia, no interior de São Paulo, onde trabalhou na agricultura, como muitos imigrantes japoneses da época. Em São Paulo, entre 1926 e 1929, frequentou a Escola Profissional Masculina do Brás e, a partir de 1931, passou a conviver com o Grupo Santa Helena. Em 1934 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou a pintura com Bruno Lechowski (1887-1941) e na Escola Nacional de Belas Artes (Enba).
Integrou o Núcleo Bernardelli, ao lado de José Pancetti (1902-1958), Edson Motta (1910-1981) e Milton Dacosta (1915-1988), entre outros artistas que renovaram a pintura carioca nos anos 1930. Em 1935 fez sua quarta exposição e, no mesmo ano, juntou-se ao Grupo Seibi, em São Paulo, formado por artistas de origem japonesa. Voltou definitivamente à capital paulista em 1944.
Pintor de paisagens urbanas e marinhas brasileiras, Takaoka teve papel importante como educador e agitador cultural, com atuação nas principais associações artísticas do país entre as décadas de 1930 e 1950. Sua pintura caracteriza-se pelo equilíbrio entre a tradição moderna europeia e a sensibilidade visual da pintura japonesa: pinceladas firmes, atenção à matéria pictórica, paleta sóbria e composições sólidas.
Sua obra integra acervos como MAM/SP, MASP, Pinacoteca do Estado e o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, e é referência incontornável para qualquer leitura sobre o legado nipo-brasileiro na arte do país.